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sexta-feira, 16 de maio de 2008

Comunicado à Associação Portuguesa de bioética

A Associação Doulas de Portugal, em resposta ao parecer da Associação Portuguesa de Bioética enviou em Abril o seguinte comunicado:

Exmos. Srs.

A Associação Doulas de Portugal, após tomar conhecimento do vosso parecer n.º P/12/APB/08 sobre o direito de escolha da via de parto vem por este meio expor o seguinte:

Consideramos que o parto deve ser encarado como um evento fisiológico e natural que deve decorrer em ambiente íntimo, privado e com nenhuma ou com o mínimo de intervenção desnecessária possível, sendo este um evento da família e para a família.

O parto por cesariana não é um acto inócuo, a operação cesariana é considerada uma cirurgia de grande porte com contra-indicações comprovadas em estudos reconhecidos internacionalmente pela comunidade científica, com contra-indicações para a mãe e para o bebé.

A problemática da humanização do parto não pode centrar-se apenas na escolha de uma via de parto. Em nossa opinião, o parto humanizado é muito mais do que a opção de escolha da via de parto, é muito mais que um tratamento gentil, carinhoso, atencioso e focado apenas nas necessidades afectivas da mulher. Um parto humanizado é aquele em que a mulher é respeitada nas suas opções, a ela cabe o poder de decisão sobre eventuais procedimentos durante o parto, onde são evitados procedimentos agressivos, rotineiros e que na maior parte dos casos não lhe trazem a si nem ao seu bebé mais-valias. Existem recomendações da Organização Mundial de Saúde que têm como finalidade um parto humanizado.

A questão que colocamos é esta: porque tantas mulheres optam/optariam por uma via de parto que é claramente mais prejudicial aos seus corpos e aos seus bebés? A resposta é fácil, basta apenas conhecer a realidade dos partos hospitalares que ocorrem em Portugal para compreender porque tantas mulheres preferem alienar-se do acto de parir um filho transformando-o num evento cirúrgico. Só conhecendo essa realidade é que se poderá compreender como a escolha da cesariana por parte da mulher pode ser na grande maioria dos casos uma opção pela dignidade. É evidente que por detrás dessa escolha existem outras razões do foro psicológico, social, cultural e sexual.

Em nossa opinião, este parecer não beneficia os interesses das mulheres e dos seus filhos como beneficia os técnicos que actuam na área da obstetrícia. A prática de cesarianas estimula a economia (principalmente no sector privado), poupa ainda mais o escasso tempo dos técnicos de saúde, evita surpresas nocturnas e de férias e propicia aos obstetras uma salvaguarda para qualquer incidente negativo que possa eventualmente acontecer durante um parto (Não são raros os casos de obstetras processados por negligência ao terem insistido num parto vaginal mas não o contrário).

No entanto, felicitamos a Associação Portuguesa de Bioética pelo vosso interesse na problemática do parto e bem-estar físico e psicossocial das mulheres/casais mas acreditamos que as mulheres/casais e seus filhos beneficiariam muito mais se fosse emitido um vosso parecer sobre o direito ao seguimento das recomendações da Organização Mundial de Saúde no atendimento ao parto vaginal em meio hospitalar.

Com os melhores cumprimentos,

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Parto Orgásmico

Parto Orgásmico
Mostra paralela ao Festival Caminhos do Cinema Português - 22 a 25 de Maio de 2008

Entrada Grátis

Esta mostra de filmes sobre a experiência do parto vai buscar o seu título a um dos filmes em exibição. Serão apresentados filmes dos Países Baixos, EUA, Rússia, Guatemala, México, Argentina, Brasil e Espanha. O que os une é a forma como nos apresentam partos naturais em que o poder é restituído à mulher, não sendo este seu ritual de passagem mediado por máquinas ou drogas. As únicas drogas presentes são as hormonas naturais. ["The same pleasurable stimuli triggered during sex, can also be released during birth." Debra Pascali-Bonaro, em http://www.orgasmicbirth.com/].
Fica o convite para entrar nesta viagem pela intimidade de vários nascimentos e por diferentes modelos de cuidado perinatal, que seguramente o levará a reexaminar a forma como se vive o parto em Portugal. As sessões de filmes são seguidas de palestras sobre diversos temas à
volta da questão do parto e debates.

Local da mostra:
Festival Caminhos do Cinema Português
Mini-auditório do Edifício AAC (Associação Académica de Coimbra)
Rua Padre António Vieira
3000-315 Coimbra


Programa:
22 de Maio 10h
Mary Zwart - Abertura oficial da mostra de filmes "Parto Orgásmico"

1. Parir acompanhadas!/Dando à Luz - HumPar/53''
Argentina/Espanhol/Legenda Português
2. Birth into being: The Russian Waterbirth Experience/ Elena Tonetti-
Vladimirova (produtor)/2007[re-edição de Novy Svet, 1999]/28'
Russia/Inglês
3. Born in Water: a sacred journey/Jennifer Gallardo & Ana
Carpio/2001/33'
Guatemala e EUA/Inglês
4. Em posição de escolher!/ Dando à Luz - HumPar/1'13''
Argentina/Espanhol/Legenda Português
5. De parto/Mariona Ortiz & Anna Masllorens/2006/53'
Espanha/Espanhol
Colóquio 12h/13h30
Ana Raposeira e Cristina da Silva - "O papel da Doula no apoio à maternidade"
António Ferreira – "Parto na água em Portugal"

23 Maio 10h - Especial Profissionais de Saúde (mas também para público
geral)
6. Por tu bien/Icíar Bollaín/2004/3'
Espanha/Espanhol/Legenda Português
7. An inspired beggining: a film portrait of the Midwifery School
Amsterdam/ Roel Van Dalen/1996/48'
Países Baixos/ Holandês/ Legendas: inglês
8. Só 3 ou 4 minutos.../ Dando à Luz - HumPar/32''
Argentina /Espanhol/Legenda Português
9. Gentle Birth Choices/Barbara Harper/1993/46'
EUA/Inglês
Colóquio 12h/13h30
Mary Zwart – "Models of care and EU directives for midwives"
António Ferreira – "Parto domiciliar versus parto hospitalar"

24 de Maio 10h

10. Orgasmic Birth/Debra Pascali-Bonaro/2008/87'
EUA/Inglês/ Legendas português
Palestra 12h/13h30
"Parto e Erotismo" com Ricardo Jones e Zeza Jones

25 de Maio 10h
11. Sem pressa!/ Dando à Luz - HumPar/36''
Argentina/Espanhol/Legenda Português
12. Grávida!!: Informação sobre gestação e parto em língua gestual
holandesa/Anna Hiddinga/2002/53'
Países Baixos/Língua gestual holandesa com legendas em holandês/
tradução directa em português e em língua gestual portuguesa
13. Video in the delivery room/Saskia Van Rees/1999/15'
Países Baixos/Inglês
14. Birth Day/Frank Ferrel (produtor)/2007/11'
México/Português (dobrado)
15. Proximidade e Cuidado/Clarissa Campolina & Sérgio Borges/2005/17'
Brasil/Português
Colóquio 12h/13h30
Mary Zwart – "Informed choice, informed consent"
Debate Final


Palestrantes

Ana Raposeira, 38 anos, mãe de 2 meninas. Trabalha na área de apoio a
famílias desde 2004, como Conselheira de aleitamento materno da linha
SOS Amamentação e como Doula de acompanhamento durante a gravidez e o
parto. É membro da direcção da Associação Doulas de Portugal e
delegada distrital de Leiria da Humpar- Associação Portuguesa pela
Humanização do Parto. Participa em palestras, eventos e acções de
formação na área da maternidade e amamentação.

António Ferreira, 45 anos. Enfermeiro Especialista em Saúde Materna e
Obstétrica. Membro do Comité Nacional para o Aleitamento Materno.
Activista da Humanização do Nascimento e parto humanizado,
responsável pela área de enfermagem da HUMPAR.

Cristina da Silva, 32 anos, mãe de 1 menino. Acompanha mulheres na
gravidez e parto desde finais de 2006. É membro da direcção da
Associação Doulas de Portugal e delegada distrital de Coimbra da
Humpar - Associação Portuguesa de Humanização do Parto. É autora do
blog "Sobre(viver) a Cesariana"(http://sobcesaria.blogspot.com),
colabora no blog da Associação Doulas de Portugal
(http://doulasdeportugal.blogspot.com) e modera um fórum de apoio
direccionado especialmente para mulheres submetidas à cesariana e
grávidas.

Mary Zwart
Parteira desde 1969, formada pela Escola de Parteiras de Amsterdão.
Estudos avançados: enfermagem, epidemiologia, formadora de parteiras.
Envolvida na reintrodução do modelo de cuidado de parteiras nos EUA,
em países da América Latina e em países membros e candidatos a
membros da UE. Professora, oradora internacional e autora de inúmeros
artigos em publicações e organizações internacionais sobre o modelo
de cuidado de parteiras. Membro de KNOV (Organização Real das
Parteiras Holandesas), ENCA (European Network of Consumers and
Childbirthorganisations), MBFI (MotherBabyfriendly Initiative) e
Fórum do Cuidado Primário da UE.

Neusa Berlese Oliveira Jones, Enfª
Enfermeira Obstetra
Filiado à ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento
Membro de equipe de parto domiciliar e hospitalar
Enfermeira do Hospital Presidente Vargas - Porto Alegre
Membro da ANDO - Associação Nacional de Doulas
Professora convidada dos cursos de formação de enfermeiras obstetras -
ESP/UFRGS - RS

Ricardo Herbert Jones, MD
Ginecologista - Obstetra - Homeopata
Filiado à ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento
Membro da HumPar - Rede pela Humanização do Parto - Portugal
Consultor da ANDO - Associação Nacional de Doulas
Representante do IMBCO para o Brasil - International Motherbaby
Childbirth Organization
Membro do Intituto Jean Bergés de Psicanálise e Medicina
Professor convidado dos cursos de capacitação de doulas da ANDO -
Brasil

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Orgasmic birth

Imaginem como poderá ser o vosso parto... vejam este trailer.

terça-feira, 25 de março de 2008

Curso de Massagem Thai Yoga


1 a 6 de Maio

Módulo I – Gestação

A Massagem Thai durante a gravidez actua em muitos níveis e alivia os desconfortos desta fase, bem como prepara corpo para o parto. A massagem trabalha com a mobilidade e fortalecimento das articulações, actuando sobre o sistema nervoso e melhorando o sono, a digestão, diminuindo o stress e aliviando dores.
Além de fortalecer o corpo, a Massagem Thai é uma prática meditativa
que promove estados meditativos e contemplativos que estreitam os laços mãe/filho e permitem a gestante saborear uma gravidez prazerosa e saudável.
Conteúdo:
Introdução à Massagem Thai e à Yoga Massagem
Aplicação: cuidados especiais e precauções
O corpo na gravidezAromaterapia na massagem
Sequência de massagem thai no chão
Sequência de massagem com óleo aromático
Exercícios com bola suíça
Respiração e Meditação

Módulo II – Parto e Pós parto Este módulo aprofunda o conhecimento da Massagem Thai e seus recursos para o Trabalho de parto e sua recuperação. Por unir diversos elementos das grandes medicinas orientais a Massagem Thai para o parto traz o toque subtil com pressões suaves e ritmadas aliada ao poder da reflexogia e aromaterapia tradicional. Os alongamentos passivos ajudam no fortalecimento e tônus e o relaxamento profundo e meditativo essencial para uma boa recuperação pós parto, além do poder do toque em transmitir carinho e conforto para a recém mãe



Conteúdo:
Parto:Reflexologia, Aromaterapia e Yoga para o TP, Lombar e Pélvis
Massagem com Bola Suiça
Relaxamento e Respiração
Toque e suporte emocional
Dança da Vida
Pós Parto:
Recuperação 0-3 meses / 3-12 meses / Postura, Alongamentos e Consciência corporal / Cesária / Baby Blues / Lactação


Formadora:
Marjorie Sá http://www.divinasmaes.com.br/
Terapeuta corporal e bailarina. Mãe da Narayana e coordenadora do Projecto de Assistência Social Divinas Mães. Co-fundadora da Escola de Massagem Meditativa Thai Brasil.Formou-se em Massagem Thai pelo Bangkok Bodywork Trainning Center – Sukothai Open-University e Fundação Dr. Shivagokomarpaj, The Old Medicine Hospital, em 2001, ano que residiu na Tailandia estudando Massagem tradicional e prestando serviços comunitários.Aprofundou seus estudos com outras terapias como Massagem Ayurvédica, Watsu, Magnified Healing, Reiki, Yogaterapia, entre outros. Dedica-se ao estudo e pesquisa de temas da gravidez, saúde da mulher e práticas corporais na gestação e puerpério.Ministra desde 2002 aulas de Massagem Thai e Meditação e presta atendimentos individuais particulares. Coordena um grupo de estudos e pesquisa sobre a Massagem Thai e suas variações, com actividades especiais para gestantes, mulheres, crianças e pessoas na melhor idade. É praticante há mais de oito anos de Kundalini Yoga, Yoga Integral e outras Artes Corporais. Com o Programa Divinas Mães atende gestantes, mães e bebés com práticas de Massagem, Aromaterapia e Yoga na Gestação, Parto e Puerpério. Ministra cursos para profissionais e Doula, é parceira do GAMA em São Paulo.Sua escola de Massagem Thai é parceira da Embaixada da Tailândia em diverso eventos e produções como o Festival de Cultura Tailandesa de Lima em 2004, no Peru, I Festival de Massagem Thai no Brasil, em 2005 e II Festival de Massagem Thai no Brasil com a presença Profº Dr. Richard Gold, EUA, introdutor da técnica no ocidente.

Local: 4ventos http://www.4ventos.org/
Centro de retiros num vale de reserva ecológica, Casal de São Pedro, em Sobral da Abelheira, perto da tapada de Mafra


Preço
Sócios Associação Doulas de Portugal http://www.doulasdeportugal.org/
Sócios Humpar http://www.humpar.org/
350 euros ( ou 150 pagos na inscrição e os restantes 200 pagos até 15 de Abril ) - Com almoço e lanche a meio da manha e a meio da tarde incluídos
450 euros ( ou 200 pagos na inscrição e os restantes 250 pagos até 15 de Abril ) - com estadia, pequeno almoço, almoço e lanche a meio da manha e a meio da tarde e jantar incluídos
Para se fazer de sócio contacte a ADP ou a Humpar

Não sócios -
400 euros ( ou 200 pagos na inscrição e os restantes 200 pagos até 15 de Abril ) - Com almoço e lanche a meio da manha e a meio da tarde incluídos
500 euros( ou 250 pagos na inscrição e os restantes 250 pagos até 15 de Abril ) - com estadia, pequeno almoço, Almoço, lanche a meio da manha e a meio da tarde e jantar incluídos

Inscrições - catarinapardal@sapo.pt, tel-919267844

segunda-feira, 24 de março de 2008

Associação de Doulas de Portugal na Praça da Alegria

A Associação Doulas de Portugal vai estar presente na emissão da Praça da Alegria na RTP1, quinta-feira dia 27 de Março e será representada pelas Doulas Bárbara Yu, Magda Costa e Rosa Maria. O tema será a humanização do nascimento e o papel da Doula na assistência não médica na gravidez e no parto.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Workshop ginástica vaginal ( pompoar )

Workshop ginástica vaginal ( pompoar ) dia 15 de Março
das 15h ás 19h
Pompoar é o controle dos músculos circunvagais, onde a mulher que domina essa técnica ficará com a musculatura da vagina forte, sentindo e proporcionando mais prazer sexual.
O "Pompoar" surgiu no oriente, precisamente na Índia é uma técnica que existe há milhares de anos, é praticada em vários países, inclusive na Tailândia e passada de mães para filhas desde pequenas.
Tem como objectivo fazer bem à saúde da mulher e proporcionar muito prazer sexual ao casal.
A técnica do Pompoar é muito saudável, ajuda na prevenção de problemas dos músculos pélvicos, evita cirurgias de correcção de incontinência urinária, diminui a cólica menstrual, evita a queda do útero e da bexiga.
Através desta ginástica vaginal, a mulher consegue, no parto, ter o bebé com mais facilidade, tornando o parto mais rápido e uma óptima recuperação pós-parto.

local: Barrigas & bebés
Rua Comandante Augusto Alexandre Jorge
Urbanização Quinta da Memória,Lote 4
Loja Direita 2675-220 Odivelas
Tel/Fax:219317300
Telemóvel: 969 139 965
Inscrições: catarinapardal@sapo.pt telemovel: 919267844
Preço 75 euros

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Novo relatório sugere que sexo é mais seguro no hospital *

Segundo um relatório elaborado por médicos de família, terapeutas sexuais, ginecologistas e obstetras, o sexo é mais seguro quando feito sob o olhar cuidado de profissionais. "Sexo não é tão seguro como muitos são levados a crer." Diz um médico. "Todos o tipo de traumas físicos, emocionais e reprodutivos são diagnosticados a cada ano por profissionais médicos, muitos dos quais poderiam ser evitados se o sexo fosse realizado num ambiente seguro." Entre a lista de lesões / riscos relatados encontramos: danos nos mamilos, dores de cabeça, gravidez indesejada, tensões musculares, cãibras, desidratação, exaustão, propagação de constipações e vírus da gripe e mini-lacerações vaginais."Sexo deve ser feito sob a orientação de um profissional. Sexo não é instintivo. É incorrecto dizer que surge naturalmente e deve, portanto, destinar-se a pessoas sem formação específica ou pessoas inexperientes". Afirma outro colaborador. De acordo com o relatório, ter relações sexuais em meio hospitalar com o benefício de "assistência dirigida" terá como resultado uma melhor experiência para ambas as partes, e um muito maior equilíbrio na proporção risco / benefício para aqueles que querem controlar e fazer as suas escolhas no que diz respeito ao planeamento familiar. O relatório afirma que ter acesso a coisas como "máscaras" para reduzir a propagação da constipação e vírus da gripe e profissionais médicos para responder às perguntas ou assumir o comando no caso de algo não correr de acordo com o planeado, proporciona aos jovens uma tranquilidade e segurança que não poderiam encontrar no domicílio. "Por exemplo: Se um casal está no hospital a tentar conceber um bebé e eles enfrentam uma disfunção sexual por parte da mulher, existe um terapeuta sexual em stand-by pronto para lhe prestar aconselhamento. E se ela não tiver capacidade para relaxar e produzir lubrificação suficiente para ter relações sexuais sem dor, temos uma epidural pronta e um ginecologista na hora, de luvas calçadas e pronto para inserir a lubrificação, conforme necessário. É o cenário ideal! " "Ter relações sexuais em casa não é apenas irresponsável porque coloca em risco diversos aspectos físicos, é também ridículo. Porquê escolher fazê-lo de forma tão pouco civilizada, quando o hospital oferece uma alternativa melhor? "Declarações de um Director de Serviço de Obstetrícia. Quando questionados sobre os riscos de contraír doenças sexualmente transmissíveis, doenças mais perigosas como Staph, outras doenças que se desenvolvem em meio hospitalar e doenças resistentes, os participantes garantiram-nos que não havia mais riscos do que em qualquer outro internamento hospitalar. Quando questionados sobre "necessidades emocionais", e "criar o ambiente", factores que se tem verificado que aumentam naturalmente a resposta sexual da mulher e a aprontam para a intimidade e a concepção, os médicos responderam desta forma: "À medida que as mulheres começam a ver como benéfica esta nova maneira de conceber filhos e partilhar a intimidade sexual com os seus parceiros, elas irão alterar as suas expectativas e adaptar-se de forma a responder e colaborar da forma que desejamos. E se não o fizerem, nós estaremos lá para garantir que tudo decorre “de forma tranquila". Também é importante lembrar que não são as necessidades do indivíduo que importam nesta situação, mas o sucesso global da sua escolha em ter relações sexuais de forma responsável e inteligente".

* Trata-se evidentemente de uma paródia sobre o que tem vindo a acontecer com o nascimento, um processo natural que deve claramente ser dirigido pela mulher, e que se tornou num campo fundamental da defesa dos Direitos Humanos. Se nos rendemos e entregamos os nossos direitos sobre o nosso corpo e as nossas escolhas no que diz respeito à nossa saúde ... o que virá depois?!

Texto original de: Marci Macari (http://www.shebirths.com/shebirthstheblog/)