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quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

Anestesia no parto pode prejudicar amamentação

Usar anestesia do tipo peridural para alivar as dores do parto pode gerar problemas na amamentação, de acordo com um estudo divulgado nesta segunda-feira na publicação científica International Breastfeeding Journal.

Os pesquisadores da Universidade de Sydney, na Austrália, dizem que as mulheres que usaram o anestésico teriam uma tendência maior de apresentar problemas na primeira semana após o parto e parar de amamentar mais cedo.

"Existe uma quantidade crescente de evidências de que o químico fentanil, presente na peridural, pode ser associado com bebês sonolentos e dificuldades para se estabelecer a amamentação",disseram os pesquisadores.

"Qualquer que seja o mecanismo que rege isso, é importante que as mulheres que corram mais risco de parar de amamentar recebam o apoio e a assistência necessárias, tanto no período pós parto como nos meses seguintes".

Perseverança

Os pesquisadores estudaram 1.300 mulheres que tiveram filhos em1997. Das 416 que usaram a peridural, 172 também fizeram umacesariana. As mulheres que receberam o anestésico apresentaram uma incidência maior de problemas para amamentar na primeira semana. Elas também teriam uma tendência maior de parar completamente de amamentar durante os primeiros seis meses do que as mulheres que não usaram a anestesia. Três quartos das que não receberam a anestesia ainda amamentavam após 24 semanas do parto. A proporção entre as que receberam aanestesia foi de 53%. Um porta-voz de um dos órgãos de obstetrícia mais conceituados da Grã-bretanha, o Royal College of Obstetricians and Gynaecologists, Pat O'Brien, reconheceu a possibilidade de o fentanil ter efeito sobre o bebê, mas diz que outros fatores podem explicar os números do estudo. "Se uma mulher escolhe não usar a peridural, ela pode estar mais disposta a perseverar amamentando", diz ele. "Muitas das mulheres que usaram a anestesia fizeram cesariana e, a menos que elas tenham muito apoio, é duro para elas segurarem os bebês para amamentarem", afirma.

Fonte:http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061211_periduralamamentarrc.shtml

5 comentários:

rute.borges disse...

muito obrigada pela visita! é concerteza um fabuloso blog, como informações muito uteis!
Beijos
http://rutebruno.blogspot.com/

aminhaprincesa disse...

Adorei o blog!
Felizmente fiz cesariana,com anestesia epidural e não tive qualquer problema!
Quanto á amamentação correu lindamente, sem problemas.A Beatriz mamou em exclusivo até aos 6 meses e continua a mamar imenso(tem quase 8).Enfim correu tudo lindamente mas eu continuava a preferir um parto normal mas a Beatriz estava sentadinha e encaixada e como era primeiro filho, não deixaram arriscar!

beijos

marta

ps-Feliz Natal!

Anónimo disse...

Ai tanto exagero...

"Se querem ser mães e se sentirem realizadas tem que sofrer !!!"

Desculpe mas é esta a msg que este blog quer transmitir!


Open Mind...

AS

Anónimo disse...

Discordo do comentário anterior. A anestesia no parto até pode interferir no desenrolar do parto. O parto não é necessariamente dor, depende de muita coisa, da preparação da mãe, daquilo que ela pensa do parto e até da sociedade. Há mulheres que nem sequer têm dor de parto outras há que pensam que vão morrer e ainda há outras que até têm orgasmos no momento do nascimento. A "dor de parto" se quer chamar-lhe assim é diferente de qualquer outra dor, não é contínua e imediatamente esquecida. Ela tem uma finalidade, avisar a mãe de que tem de se concentrar no "trabalho" de fazer nascer o seu filho e deixar tudo o resto para trás. A dor de parto não é necessariamente sofrimento mas cada um compreende as mensagens à sua maneira e cada opinião é válida para cada pessoa ou grupo de pessoas sem que isso faça das opiniões contrárias retrógradas ou erradas.

Cris Flavia disse...

Grande viés desse trabalho: gravidez planejada em todas as pacientes? Qual outra variável analisada além do tempo de amamentação? Não concordo com a "conclusão", muitas outras coisas devem ser pesadas no tempo de amamentação exclusiva.